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Reencarnado como Stiles Stilinski

Erika_Almeida_6638
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Synopsis
Muitas pessoas criam teorias sobre o que vem depois da morte — céu, inferno, reencarnação. Eu nunca me importei muito com isso; estava ocupado demais tentando lidar com minha própria vida. Cresci em uma família desestruturada, com uma mãe alcoólatra e um pai que simplesmente desapareceu. Já fui Manson Harte, um adolescente comum com problemas demais. Eu morri — e foi assim que minha história realmente começou.
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Chapter 1 - BEACON HILLS:

A cena começa com viaturas policiais estacionadas na orla de uma floresta coberta de neblina. Seus faróis permanecem acesos, cortando a densa brancura do início da manhã, enquanto lanternas perfuram a escuridão entre as árvores altas. Galhos estalam sob as botas dos policiais, e o som distante de insetos noturnos é abafado pela estática repentina do rádio.

— *Encontraram o corpo de uma menina. A outra metade ainda está desaparecida.*

A estática engole o resto da mensagem, deixando um silêncio pesado para trás.

O xerife Stilinski agacha-se ao lado do corpo. Ele já viu muitas coisas ruins ao longo dos anos — acidentes, brigas, tragédias familiares — mas isto… isto era diferente. Havia algo de errado no ar, algo que não podia ser explicado apenas pela lógica ou pela experiência. O cheiro metálico do sangue se misturava com o odor úmido da terra e das folhas em decomposição.

Quando a bolsa é aberta, ninguém diz uma palavra. A tensão é quase palpável, como se a própria floresta estivesse prendendo a respiração. Alguns policiais desviam o olhar; outros engolem em seco, tentando manter a compostura profissional. O zíper desliza com um som seco que ecoa alto demais na quietude da noite.

Então, ao longe, um uivo corta o silêncio.

Longo. Profundo. Muito próximo.

Todos ficam paralisados ​​por um instante. As lanternas tremem levemente em mãos rígidas demais. O som parece vibrar entre as árvores, ricocheteando nos troncos como um aviso. O xerife ergue os olhos para a escuridão além da fita policial, sentindo um arrepio percorrer sua espinha.

Este não era apenas mais um caso. A floresta estava desperta — e observando.

A cena corta para o quarto de um menino: Stiles Stilinski, filho do xerife Noah Stilinski.

O quarto está imerso na penumbra azulada do início da manhã. A única luz vem do rádio da polícia sobre a mesa, piscando em intervalos irregulares. Um ruído estático baixo e constante preenche o silêncio do cômodo, misturando-se ao tique-taque nervoso do relógio na parede. Pôsteres amassados, livros espalhados e uma pilha de tarefas de casa inacabadas compõem o cenário caótico — típico de um adolescente que vive mais em sua própria mente do que no mundo ao seu redor. Então, o rádio chia mais alto.

— *Encontraram o corpo de uma menina. A outra metade ainda está desaparecida.*

Stiles prende a respiração. Ele já sabia.

Seu coração dispara, mas não de surpresa — e sim de confirmação. A névoa na floresta, o corpo, o uivo… tudo exatamente como ele vira na série *Teen Wolf*. Ele passa a mão pelos cabelos, sentindo os dedos tremerem levemente. Esta era sua segunda vida.

Antes, ele fora Manson Harte — um garoto comum com uma família problemática e um destino banal. Então veio a morte… e um novo começo. Ele reencarnou como Stiles Stilinski, o melhor amigo do futuro Alfa Verdadeiro, Scott McCall. Uma risada nervosa escapa de seus lábios.

Ele sabia o que estava por vir: a mordida, a transformação, os caçadores, o amor impossível entre Scott e Allison Argent… e, acima de tudo, o caos.

Mas havia algo diferente.

O Stiles original nunca quis a mordida. Ele a recusou quando teve a chance. Ele tinha medo de perder o controle, de deixar de ser humano, de se tornar algo monstruoso.

Ele não era.

Manson — ou Stiles, agora — sentia algo que beirava a obsessão. A ideia de permanecer humano, frágil, sempre um passo atrás, o incomodava profundamente. Ele já havia sido impotente em outra vida. Já havia sido o garoto comum com muitos problemas e nenhum poder.

De novo não.

Se fosse mordido por Peter Hale, ele teria força, sentidos aguçados e cura acelerada. Não seria apenas o cérebro do grupo — também teria as garras. Mesmo que isso significasse enfrentar os caçadores, especialmente a família Argent, cujo lema ecoava em sua memória como um aviso sombrio. Ele se levanta lentamente da cama. O chão de madeira range sob seus pés descalços. A lua filtra-se pela cortina fina, projetando longas sombras pelas paredes. Lá fora, o vento sopra entre as árvores, produzindo um sussurro que quase — quase — soa como um chamado.

Seu coração bate mais rápido.

Medo e excitação se misturam em seu peito, indistinguíveis.

Ele está prestes a interferir em sua própria história. A sair do roteiro. A desencadear mudanças que podem destruir tudo. Mas, pela primeira vez em duas vidas, ele sente que está no controle do próprio destino.

E à distância, como se o universo estivesse respondendo à sua decisão, um uivo corta a noite mais uma vez.