Eryon começou devagar. Muito devagar.
Ele não estava disposto a repetir os erros comuns deste mundo — testar seu corpo como se fosse apenas mais uma matéria-prima.
"Um ajuste... não uma reescrita", murmurou ele. 「Arcana Customize」 respondeu com uma precisão sem precedentes. 『Elem of Saga』 apresentou caminhos claros:
Reforço estrutural leve.
Adaptação neural mínima.
Eficiência sem alteração biológica.
Eryon escolheu o caminho mais seguro. Mana fluía por seu corpo como um fio fino, quase imperceptível. Não havia dor, nem choque. Apenas… clareza. A fadiga diminuiu mais rapidamente. Os sentidos ficaram mais aguçados. Seu corpo aceitou o fluxo de mana com mais naturalidade.
"Então é isso", pensou ele. "Não se trata de ficar mais forte. Trata-se de atingir o ponto ideal."
「Personalização de Arcanos」 estabilizada. Sem aviso da Voz do Mundo. O que significa: dentro dos limites aceitáveis.
Entretanto, Esdeath não possuía tal sutileza. "Formação."
Seus soldados de gelo se alinharam instantaneamente. Dezenas. Depois centenas. Ela não demonstrou nenhum esforço. Sua magia 『Matadora de Demônios de Gelo』 consumia mana diretamente de suas vastas reservas. Eryon observava de longe.
"Você está exagerando", comentou ele.
"Não", respondeu ela friamente. "Estou testando os limites."
Os soldados avançaram, recuaram e se reorganizaram. Alguns se dissolveram apenas para serem recriados imediatamente — mais densos, mais eficientes.
"Eles não se cansam", observou Eryon.
"Nem eu." Ela sorriu de canto. "A vantagem de ser uma existência puramente mágica."
Saga apresentou uma associação silenciosa:
Existência especial.
Núcleo de mana estável.
Classe: Semente de Herói em Aproximação.
Eryon compreendeu. Esdeath não era apenas forte; ela era um recurso estratégico constante.
Não demorou muito para o mundo perceber. Aventureiros começaram a circular pelas bordas da floresta ao sul. Rumores se espalharam como fogo em palha seca: uma nação de monstros ao norte e um exército de gelo ao sul. Duas anomalias.
Eryon sabia o que isso significava. "Está chegando. Falmuth não vai ignorar isso."
Ele olhou para Esdeath. "Precisamos de outra pessoa."
Ela arqueou uma sobrancelha. "Finalmente, você entendeu."
Naquela noite, Eryon retornou ao espaço circular. Não para repetir o padrão de Esdeath, mas para algo diferente. Saga apresentou caminhos conforme seus pensamentos se organizavam:
Arquétipo de liderança.
Força sem submissão.
Presença que inspira.
"Não quero um general", murmurou ele. "Nem um soldado. Quero alguém que possa ficar ao meu lado."
O conceito tomou forma. Uma espada. Autoridade natural. Uma vontade firme, porém calma. Um homem de cabelos ruivos, manto escuro e olhos perigosamente tranquilos. Shanks. Não o Imperador, não a lenda, mas o arquétipo.
Saga exibiu avisos:
Alta demanda por estabilidade.
Núcleo conceitual complexo.
Risco de rejeição.
Eryon não hesitou. "Esperarei o tempo que for preciso." Ele não tentou forçar a criação; preparou o berço. A mana começou a se alinhar — lenta, densa e resoluta.
Esdeath appeared behind him. "This one..." she smiled, intrigued, "feels different."
"He has to be," Eryon replied. "The world will demand it soon."
Days passed. The creation space was now stable, almost silent, as if the mana itself were holding its breath. Eryon stood before the nearly complete core.
"Now..." he breathed. "It's up to you."
The mana condensed. First, feet touched the ground. Then, a relaxed, almost carefree posture. Red hair swayed slightly as if caught in a phantom breeze. A dark cloak fell over broad shoulders, and a simple sword rested at his waist—not as a symbol of power, but of experience.
Eyes opened. Calm. Attentive. Dangerously peaceful.
"So..." he spoke with a light smile, "you're the guy who brought me here?"
Eryon felt the weight lift from his chest. "It worked."
Saga confirmed:
Archetype stabilized.
Recognized Name: Shanks.
Independent conceptual existence.
Shanks looked around, then back at Eryon. "I don't know exactly what I am," he said, "but I know one thing." He smirked. "I don't like unnecessary fights."
"You'll fit right in here, then," Eryon replied.
But elsewhere, the world disagreed. In the Kingdom of Falmuth, the rumors were no longer treated as idle gossip. Merchants were uneasy, nobles uncomfortable, and the clergy… alarmed.
"If monsters are forming armies," an official stated, "then they are no longer just monsters."
A mixed force was dispatched. Licensed adventurers, regular soldiers, and an observer from the Church. Their mission: verify and eliminate the southern threat.
They found the cold before they found Esdeath. Vegetation was frozen solid; the ground creaked under their boots. "This isn't normal magic..." a veteran adventurer whispered.
Then she appeared. Walking calmly, hands behind her back. "You're lost," Esdeath said. "This area has an owner."
"Monster identified!" a soldier shouted. "In the name of Falmuth—"
The ice exploded. Not as an attack, but as a warning. Ice soldiers rose around them—silent, perfect, countless.
"You have crossed into military territory," Esdeath continued. "That is a hostile act."
An adventurer lunged. A mistake. She moved in a flash. The ground froze under his feet, pinning him to the waist. "Weak," she evaluated. "And loud."
The ice soldiers attacked. It was swift and one-sided. Broken swords, magic neutralized by absolute zero. No deaths—only crushing defeat. The Church observer fell to his knees. "A... a General..."
Esdeath approached and tilted her head. "No," she corrected. "I am the Commander." She raised her hand, and the soldiers halted. "Go back and tell your kingdom that the south of Jura is not empty. And next time... bring someone interesting."
Eryon sentiu o eco da batalha à distância. Não perigo, mas consequência. "Não há como voltar atrás agora", murmurou ele.
Shanks apareceu ao lado dele, olhando para o conflito. "Parece que você chamou bastante atenção."
Eryon assentiu com a cabeça. "Falmuth vai se mover."
Shanks colocou a mão no punho da espada. "Então é melhor estarmos preparados."
A aldeia do sul deixou de ser apenas um projeto. Tornou-se um ponto no mapa político. E o mundo finalmente percebeu.
